
Hoje, Carlos saiu cedo de casa.
O movimento nas calçadas do centro da cidade era pouco comum.
Em um lugar tão grande, ele notava particularidades daquele momento oportuno.
Ruas vazias.
Ruas sujas.
Ruas frias.
Ruas pensativas.
A cada passo...um sentido, um significado.
Em cada sentido...um medo.
Olhando ao seu redor. Via milhares de olhares ao seu redor.
Tun tun tun...o coração bate precipitado.
Uma experiência sobressaltadora.
Seu pensamento intrigante. Seu futuro intrigante.
Dobrou a rua do destino certo. Caminhou momentaneamente até...
Pah!
Um baque?
Correu...o susto foi maior que seu próprio consenso.
Sem ar, chegou ao colégio.
O primeiro.
Ao término da aula, voltou as ruas e tudo estava mudado.
O trânsito parado.
Onde estão os carros que não passam?
Andou até o ponto, dessa vez acompanhado pelos colegas de sala.
Voltou a rua do destino certo...encontrou uma multidão.
O que está acontecendo?
Cadê os ônibus?
Cadê as pessoas apressadas?
Chegaram próximo a multidão.
Todos olhando para o prédio velho. Impossível ver de perto.
Até que ele conseguiu...
E lá estava ela...seus pedaços no chão.
Junto, uma árvore com galhos quebrados e ensangüentados.
Sangue B+ com folhas, folhas secas.
E ela, em um belo vestido cor de branco.
Um suicídio glorioso.