Meu coração latejando sem parar. O coração que subiu nos meus ouvidos. Gritando que sente falta.
Eu sinto falta de ligar o celular e ter uma mensagem sua dizendo alguma besteira.
E sorrir com ela mesmo estando num bus em pé, ou naquela aula entediosa da universidade. Não tem poesia nem palavra difícil e nem construção sofisticada. O amor é simples como sorrir numa droga de droga de ônibus em pé. E não se sentir mais sozinho e nem esperando e nem desesperado e nem morrendo e nem com tanto medo e nem desamado.
Eu sinto falta de querer fazer amigos em qualquer festa, só pra conhecer gente estranha e te contar depois. Agora, eu fico pelos cantos das festas. Voltei a achar todo mundo feio e bobo e sem nada a dizer. Porque eu acho que estava gostando mais das pessoas só porque te via em tudo.
Agora as pessoas voltaram a me irritar. E eu voltei a ter que fazer muita força pra sair de casa.
Quando alguém não entende o meu amor, eu lembro daquele dia que você ficou discutindo comigo depois da balada, na nossa indecisão se pegariamos bus ou metro. E naquele vai-e-vem, até que você topou ir de metro comigo. Foi resmungando, mas foi. Daí eu te irritava como sempre, e via seus olhos gostarem, brilharem. Naquele momento eu achei que meu peito ia explodir. E ri achando que você ia desistir de pegar metro pra pegar o bus, sem acreditar. Mas você não foi.
E naquele momento eu pensei que poderíamos ser infinitos. Que nossas briguinhas se tornariam histórias. Acho que você entende. Mas cadê você?
Quando vai dando assim, tipo meia noite, o horário que a gente costuma trocar mensagens bestas, quando vai chegando esse horário, eu nem sei. É tão estranho ter algo pra fugir de tudo e, de repente, precisar principalmente fugir desse algo.
Um quase
Há 10 anos
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